Eu não te amo, simples assim.
Eu nunca te amei, eu nunca te desejei.
Eu amei suas letras, seu enredo, sua arte
Mas nunca desejei sua carne nem a sua alma
Que agora os laços todos se desfaçam antes do fim!
Aquela amizade cheia de cumplicidade não era mais que um disfarce,
Você no fundo, sempre me quis ao teu lado, pouco importavam minhas palavras,
Minha poesia que você nunca entendeu porque com certeza nunca leu com os olhos de um leitor,
Seus olhos eram de homem faminto, pela minha carne e minha palavra, que te jurasse fidelidade e exclusividade.
Você, cego, não poderia jamais saber, tudo que a poesia pode ver.
(Mariana de Almeida)
Um diário denunciando através de poesias e crônicas as dores e delícias de uma mulher face ao século XXI.
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
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