Nossas mentiras
Eram nossas moedas de troca
Quanto vale no câmbio hoje
A nossa última traição?
Demos sorte
Ficamos ricos
No mundo das aparências
Verdade e lealdade
Seguem em baixa cotação.
(Mariana de Almeida)
Um diário denunciando através de poesias e crônicas as dores e delícias de uma mulher face ao século XXI.
Nossas mentiras
Eram nossas moedas de troca
Quanto vale no câmbio hoje
A nossa última traição?
Demos sorte
Ficamos ricos
No mundo das aparências
Verdade e lealdade
Seguem em baixa cotação.
(Mariana de Almeida)
Não me prometa
O que nunca será capaz de cumprir,
Não me prometa o céu
Quando não consegue nem flutuar sobre a terra,
Não me prometa um livro sem palavras,
Não, não queira me iludir
Pois sei quem você é,
E quem nunca poderá ser,
Além de promessas
Palavras
Desejos
Vazios
Fim.
Ter resistido à uma depressão,
Me deu força para sobreviver à segunda
E depois dessa, se outras vierem,
Sei que sobreviverei!
Como peixe aflito em um mar inconstante
São ondas que vem,
Às vezes forte, prenúncio de um tsunami
Vem, devasta, e de novo se reorganiza,
Pois o sol sempre volta na manhã seguinte,
O mar novamente se acalma e tarda
Finalmente velei o passado de mim
Enterrei as memórias que alimentava
Renasci do meu próprio ventre
Minhas ancestrais celebram
Celebremos todas!
Volto do fundo do mar
Agora para a floresta
Dançar mais uma vez
Sob o signo do fogo
De ser mulher mais uma vez
E vencer a morte
Dancemos todas!

Escrever é preciso, ser lido já é outra coisa Escrever é necessidade, impulso, grito Ser lido é invasão, dedo na cara, condenação Jul...