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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Tempo da espera.

Quando repiquei os cabelos todos
Em frente ao espelho d'água
E vi meus pedaços caindo na poça
Sabia que não poderia voltar atrás
Era o tempo da espera que começara
Era o tempo das grandes podas
E minha alma passaria por este ciclo
Para seu solo, de novo, poder germinar
Fui menina, fui mulher e fui deusa
Minhas raízes e tubérculos cresceram
Agarram-se à Terra e gerei frutos
Fui mãe, fui rainha e fui mendiga
Dei, para o amor, tudo que não tinha
Agora, da morte, renasço mais jovem
Do tempo da espera, me aguardo ansiosa
A volta é sempre melhor que a ida
A volta nos dá gratidão e sabedoria
Na ida só levamos na mala a vaidade
Em frente ao espelho d'água
Pude me ver, de novo, uma menina.

(Mariana de Almeida).

sexta-feira, 26 de maio de 2017

A tua espera.

A tua espera me é sempre aflitante;
É sempre como se fosse a primeira vez
É sempre como aquela primeira viagem
É sempre como tocar os pés de manhã
É sempre como me sinto ao rever o mar...
E tocar suas águas, que embora agitadas,
Sempre me trazem paz.


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