Estávamos doentes de amor
Disse então, com olhos sacanas,
Que lhe faria um strip-tease
Ele arregalou os olhos
Não disse nem uma palavra...
Disse que dançaria nua para ele
E que ele somente assistiria
Quieto, sem se mexer...
Então uma lágrima escorreu
Da sua face doce
Perguntei o que foi?
Ele apenas disse que doeu demais
Por um segundo sequer
Me imaginar dançando assim
Em algum dia do passado
Para um outro alguém.
O amor dói.
(Mariana de Almeida).
Um diário denunciando através de poesias e crônicas as dores e delícias de uma mulher face ao século XXI.
segunda-feira, 12 de junho de 2017
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