Eu queria a escolha certa
Eu queria nunca mais errar
Eu queria amar uma pessoa
Decente socialmente
Eu queria a ordem ao caos
Eu queria a casa própria
Ao aluguel incerto de cada mês
Eu queria a dispensa cheia
Ao perambular por restaurantes
Eu queria os sucos detox
O corpo sarado
A vida saudável
Aos bares cheios de dor
Eu queria um cartão Gold Plus
Ao viver devendo minha vida ao banco
Eu queria a tranquilidade dos dias programados
Ao tsunami que são meus dias inesperados
Eu queria uma vida de comercial de margarina
Todos sorrindo juntos no café da manhã
O sol calmo lá fora
A casa limpa
As crianças felizes
Nossos dias de perfeito tédio.
Mas o que eu tenho, 24h por dia,
É o relógio atrasado me chamando
A vida uivando lá fora
E os lençóis da cama desarrumados
Gozando por nós.
(Mariana de Almeida).
Um diário denunciando através de poesias e crônicas as dores e delícias de uma mulher face ao século XXI.
quinta-feira, 16 de março de 2017
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagem em destaque
Sobre escrever.
Escrever é preciso, ser lido já é outra coisa Escrever é necessidade, impulso, grito Ser lido é invasão, dedo na cara, condenação Jul...
-
Todo mundo mente Todo mundo engana Na vida e na cama Ninguém se dá por contente Se não muda a trama; Desde os meninos do parque Até a...
-
Canalhas existem e aos montes, como baratas se multiplicam em cada esquina, mas com Mara eles não têm mais vez e vou contar porquê. Ma...
-
Existe maior injustiça do que comer e engordar? Mais injustiça ainda quando você come exatamente a mesma quantidade que sua amiga magra...

Nenhum comentário:
Postar um comentário