Depois que me mataram
Tentaram me comprar
Eu estava longe de mim
E não pude sequer reagir
Debaixo de sete palmos
De profunda solidão
Dói encontrar a luz
Uma fresta qualquer
Ceguei meus olhos
Na esperança de um dia
De novo poder te ver;
Depois que me mataram
Ainda quiseram meus ossos
Depois de quebrados
Já não doiam mais
Quiseram meus dentes
Meu sorriso talvez
Mas este guardei no fundo
Oculto do meu coração
Na escuridão ninguém viu
O maior amor do mundo
Que entregaria somente a você;
Resisti
Como flores
Que furam o asfalto
E rompem o cimento
E rompem a burocracia
E rompem o câncer
E rompem a roupa
E rompem o ódio
E finalmente rompem você
Exalando e infestando o ar
Com um doce perfume de lírio.
(Mariana de Almeida).
Um diário denunciando através de poesias e crônicas as dores e delícias de uma mulher face ao século XXI.
segunda-feira, 25 de março de 2019
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