Tudo cansa, tudo dói
A falida existência sem glorificações
A crueza da realidade morta
O ouro, as cores, os amores
Escaparam-me por entre os dedos
O que restou foi a crueza,
A crueldade das horas nuas
Sem fantasia sem alegorias
Sem prazo para a grande vitória
Não haverá vitória nessa vida
Quem podia me ajudar não quis
Quem quis me ajudar, na verdade nem podia
Eu fiquei sozinha, tão sozinha
Sozinha no mundo, sozinha na América
Sozinha no meu quarto de paredes imaginárias
Sozinha em mim mesma,
Que falta senti...
Que falta senti quando lembrei de mim
Uma menina que um dia fui e parti
Para onde nunca mais podemos voltar.
Mariana Lima de Almeida
20/09/2013.
Um diário denunciando através de poesias e crônicas as dores e delícias de uma mulher face ao século XXI.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagem em destaque
Sobre escrever.
Escrever é preciso, ser lido já é outra coisa Escrever é necessidade, impulso, grito Ser lido é invasão, dedo na cara, condenação Jul...
-
Todo mundo mente Todo mundo engana Na vida e na cama Ninguém se dá por contente Se não muda a trama; Desde os meninos do parque Até a...
-
Canalhas existem e aos montes, como baratas se multiplicam em cada esquina, mas com Mara eles não têm mais vez e vou contar porquê. Ma...
-
Existe maior injustiça do que comer e engordar? Mais injustiça ainda quando você come exatamente a mesma quantidade que sua amiga magra...
Nenhum comentário:
Postar um comentário